Tendências globais na família: Aumenta a pressão | |
John Flynn | |
| ROMA, 11 de fevereiro de 2007 (ZENIT.org).- Dados recentes mostram que o matrimônio e a vida familiar estão sofrendo pressões em diversos países. Nos Estados Unidos 51% das mulheres em 2005 afirmavam não ter marido, segundo o New York Times de 16 de janeiro. Os números eram de 49% há cinco anos. A porcentagem de mulheres casadas que vivem com seu marido varia segundo a etnia. Citando dados da Oficina do Censo, o artigo afirmava que somente 30% das mulheres negras diziam viver com seu marido, em contraposição de 60% das mulheres asiáticas. No meio termo estão as mulheres hispânicas, com 49%, e as mulheres brancas não hispânicas, com 55%. As estatísticas levam em conta as mulheres com mais de 15 anos, que somam 117 milhões. Deste total, 63 milhões estão casadas. Este número cai, no entanto, até 57,5 milhões quando se leva em consideração o número de mulheres separadas ou o daquelas cujos maridos não vivem em casa. Esta afirmação do artigo do New York Times depende, não obstante, de como se interpretam as estatísticas. No grupo das mulheres sem maridos se incluem aquelas que têm esposos trabalhando longe de casa, e os que são militares. Ademais, ao incluir todas as mulheres com mais de 15 anos, o número de não casadas aumenta devido às adolescentes, que normalmente se espera que se casem no futuro. A situação é pior na Inglaterra, segundo dados publicados no ano passado. Atualmente, na Inglaterra e em Gales há mais mulheres solteiras, divorciadas e viúvas que casadas, segundo a Oficina Nacional de Estatística (ONS), informava o Telegraph em 19 de dezembro. Os dados revelam que, entre 1996 e 2004, o número de mulheres divorciadas e solteiras subiu em um milhão e meio. Segundo a ONS, em 2003 havia 11 milhões de mulheres casadas, em comparação com as 10,89 milhões de solteiras, divorciadas ou viúvas. Os números mudaram no ano seguinte. Em 2004 os dados oficiais mostram que o número de mulheres casadas caiu até 10,93 milhões, enquanto que o de solteiras, divorciadas ou viúvas subiu até 11,9 milhões. Os jovens, especialmente as mulheres, cada vez adiam mais o matrimônio. No início dos anos 70, informava o artigo do Telegraph, 85% das mulheres se casavam antes dos 30, em comparação com as estatísticas atuais que mostram que menos de 33% das mulheres estão casadas antes dessa idade. O índice de gravidez na adolescência também é muito alto na Grã-Bretanha. Segundo um estudo publicado no ano passado pelo Trust for the Study of Adolescence, uma das razões poderia ser que as meninas adolescentes vêem o fato de tornarem-se mães como uma alternativa ao permanecer na escola, ou ligam-no à possibilidade de trabalhar em um posto de baixo salário. Informando sobre o estudo em 16 de julho, o periódico britânico Independent indicava que o estudo desafia a idéia de que a gravidez na adolescência se deve à ignorância sobre a anticoncepção. De fato, os nascimentos entre adolescentes estão estreitamente relacionados a fatores socioeconômicos, com 10 vezes mais adolescentes mães entre as famílias de baixa renda que entre as que têm uma situação econômica saneada. Os resultados do estudo se baseiam em entrevistas com mães dentre 13 e 22 anos que vivem em seis zonas empobrecidas da Grã-Bretanha. O Independent observava que os benefícios sociais para as mães adolescentes custam ao governo britânico centenas de milhões de libras ao ano. Estancamento nos matrimônios No Canadá o número de matrimônios tem se estancado, segundo dados publicados pela agência governamental Statistics Canada em 17 de janeiro. O organismo informava que em 2003 o total de casais que se casaram foi de 147.391. O número foi somente de 653 a mais que no ano anterior e somente 773 a mais que em 2001. Statistics Canada informava um índice de matrimônios de 4,7 por cada 1.000 pessoas em 2003. Indicava que era um índice muito mais baixo que o dos Estados Unidos, que têm 7,5. O índice mais baixo de matrimônios tem sido o da província de Quebec, com 2,8 por 1.000. O informe afirmava que isto se deve em parte ao alto número de coabitações entre os casais. Os dados do censo de 2001 indicavam que em Quebec 29,8% de todas os casais são relações de fato, ou seja, que moram juntos. As estatísticas de 2003 também mostravam que os solteiros seguem adiando o matrimônio. No Canadá (excluindo Ontário), a idade média das pessoas que se casam pela primeira vez foi de 30,6 para os homens e 28,5 para as mulheres. Comparada com a situação de 30 anos atrás, a média de idade para o primeiro matrimônio tem subido cinco anos em ambos sexos. A vida familiar também oscila na França, observava um artigo publicado no Washington Post em 21 de novembro. Em 2004, o último ano em que há números disponíveis, o índice de matrimônios na França foi de 4,3 por cada 1.000 pessoas. Os únicos países com índices mais baixos que o da França foram Bélgica, com 4,1, e Eslovênia, com 3,3, observava o artigo. Os nascimentos fora do matrimônio superam a metade do total, somando 59% de todos as crianças francesas primogênitas nascidos em 2005. A informação da Irlanda também revela problemas para as famílias ali. Segundo um artigo publicado pelo site www.catholicireland.net em 4 de novembro, o rápido crescimento em riqueza e prosperidade do país nos últimos 15 anos «está em paralelo com aumento do índice de divórcios, taxas de natalidade mais baixas, e o aumento do número de crianças nascidas fora de matrimônio». Os dados publicados sobre o país no Central Statistics Office Yearbook para o ano 2006 revelavam que o número de pessoas separadas (incluídas as divorciadas) aumentou de 87.800 em 1996 a 133.800 em 2002. O divórcio se legalizou em 1997. O número de casais de fato, todavia baixo com relação a outros muitos países, tem mais que dobrado. Os casais de fato somaram 8,4% de todas as unidades familiares em 2002, acima dos 3,9% de 1996. Os nascimentos fora do matrimônio também aumentaram, alcançando 32% de todos os nascimentos em 2005, em comparação com 25% de 1998. Vantagens do matrimônio O declive da vida matrimonial tradicional tem lugar em um momento em que os estudos seguem confirmando as vantagens de famílias casadas estáveis, tanto para os pais como para os filhos. Um estudo publicado em maio de 2006 na revista Demography observava que os casais de fato tendem a ser de breve duração, com cerca da metade chegando a seu fim em menos de um ano. Além disso, os casais de fato não costumam ser um passo antes do matrimônio, especialmente entre as mulheres com baixas rendas, posto que nos seguintes cinco anos somente se casará um terço de ditos casais. Estar casado ajuda a viver mais, informava o periódico Scotsman em 10 de agosto. Um estudo de quase 67.000 adultos descobriu que aqueles que nunca se casaram têm uma probabilidade maior de sofrer de uma morte precoce. O estudo, de Robert Kaplan e Richard Kronick da Universidade da Califórnia, foi publicado no Journal of Epidemiology and Community Health. Descobriram que as vantagens do matrimônio não podiam explicar-se pelos hábitos pessoais, como fumar ou beber. Afirmaram que o isolamento social poderia ser o culpado. Um estudo de 20.000 australianos também encontrou grandes vantagens para o matrimônio, informava o periódico Sydney Morning Herald em 12 de abril. O estudo levado a cabo por investigadores da Universidade de Melbourne descobriu que uma vida familiar estável conduz a uma melhor educação, a uma maior riqueza no lar, e freqüentemente é uma melhor oportunidade para que os filhos cresçam e tenham relações mais felizes eles mesmos. Leah Ward Sear, presidenta do Tribunal Supremo de Georgia, também defendia o matrimônio, em um artigo de opinião publicado pelo Washington Post em 30 de outubro. Alguns especialistas em legislação familiar, observava, sustentam a necessidade de leis que apóiem "uma ampla variedade de formas familiares". Não obstante, baseando-se em sua experiência judicial, Sears comentava que a forma tradicional de matrimônio "se tem associado sempre a um impressionante e amplo arsenal de frutos positivos tanto para as crianças como para os adultos". Os conflitos legais por motivo da ruptura familiar são altíssimos, acrescentava Sears. Na Georgia, os casos de relações domésticas somam atualmente 65% de todos os casos do Tribunal Supremo. Isto não somente impõe uma pesada carga para os recursos judiciais e do governo como também é uma "tragédia" para as crianças. "Aceitar o declive do matrimônio como inevitável significa abandonar muitos de nossos filhos", concluía Sears. | |
| Fonte: Agência ZENIT - ZENIT.org Publicado no Portal da Família em 28/01/2008 |
Ensina a Bíblia que a boca diz o que está cheio o coração (Mt12.34). Aqui eu vou compartilhar o que vai em meu coração com você. Espero poder edificar a sua fé e que aqui você encontre uma palavra de conforto e benção na sua vida.
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
Tendências globais na família: Aumenta a pressão
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
Kamila e seu Pai

Braulia Ribeiro
“Aos olhos dela, aquele pai se transforma na melhor pessoa do mundo. Ela age na segurança que tem do amor prático e humano do pai”
Quando Kamila chegou aqui, eu não a entendi muito bem. Andava ocupadíssima gerenciando uma conferência para 300 pessoas, mais umas tantas quantas que iam e vinham. Havia necessidade de fornecer café, almoço e jantar para todos, quase sem dinheiro, e também atender preletores dos mais diversos tipos – desde a cantora Baby do Brasil, um furacão de energia, até Loren Cunningham, outro furacão de visão e poder de Deus.
Mas a Kamila sentava-se bem na frente. Era a primeira a levantar a voz quando se pedia uma oração voluntária. Estava sempre disposta a pegar o microfone com ímpeto verborrágico. Tinha-se a impressão de que ela vinha de um lugar onde não a deixavam falar e que, como ali encontrou espaço, livrava-se da mudez compulsória ansiosamente. Nada disso. Kamila sempre falou onde quis e o que quis. Numa análise superficial, muitas vezes não se entendia o que ela queria dizer. As falas de Kamila foram enigmáticas para mim durante alguns dias – uma profusão de metáforas e gírias. Até que aprendi a interpretá-la, e então me surpreendi com a profundidade de seus insights e de seu amor por Deus.
Bem, Kamila foi viciada em drogas por dez anos. Começou a usar entorpecentes aos quatorze, e hoje tem 25 anos; portanto, já está liberta há um ano. Ela foi ao fundo do poço do vício da cocaína e Deus a resgatou em um dia. Um dia! A moça conta que, naquele dia, chorou por várias horas seguidas e que, enquanto chorava, uma cadeia de reações restaurava dentro dela a dor acumulada em tantos anos perdidos. Ela percebeu, afinal, as seqüelas da droga na sua mente, a verdadeira sensação que o tóxico causava. Quando se levantou, era outra Kamila: inteira, completamente curada.
Mas o que mais me impressiona nela é seu relacionamento com seu pai. Depois que aquele evento terminou, comecei a conviver com Kamila mais de perto. Ela passou a freqüentar nossa casa nas horas vagas. Usava o computador, assistia TV e brincava com as crianças. Ela tem um hábito curioso: liga para o pai sem parar. Liga quando dá uma topada no dedo e sente dor; liga quando precisa de um xampu especial para o cabelo, difícil de ser encontrado; liga quando alguém lhe diz algo de que não gosta. Enfim, liga quando está triste e quando está alegre.
Quando alguém dizia algo que a feria, Kamila se queixava ao telefone: “Pai, o fulano me disse isso e isso, mas sabe, eu sei que não é verdade. Eu sei que ele está errado, mas pai, me diz alguma coisa”. E, do outro lado, o pai dizia sempre algo que a consolava. Aí, ela voltava para contar: “Olha, meu pai disse algo que me fez pensar melhor sobre a situação”. Algumas vezes, observando a reação de Kamila, eu me congratulava, em pensamento, com aquele pai. Que bom que, mesmo de longe, ele pudesse transmitir tanta segurança para a filha. Outras vezes, quando ouvia o conselho que ele dava a Kamila, admirava sua sabedoria.
No entanto, nós estimulávamos aquela moça a resolver ela mesma seus problemas e só ligar depois, contando ao pai a solução. Afinal, esta era a postura “madura” que se deveria esperar de uma mulher de 25 anos – lidar sozinha com as mazelas da vida, não depender emocionalmente de ninguém. O senso comum nos leva a crer que adultos sadios devem ter esta autonomia. Observando Kamila, descobri, no entanto, que o senso comum nem sempre nos guia ao caminho certo. Na medida em que acompanhávamos seu relacionamento com o pai, aprendíamos mais a respeito de amor e dependência como sendo algo essencial para a segurança de alguém. Inclusive, de gente grande como ela.
Fui ficando curiosa. Como seria aquele pai tão fantástico? Parecia até um homem de outro mundo – um pai que sabe amar, ouvir e entender a filha. Kamila me contou que, quando usava drogas, seu pai lhe deu um cartão de crédito para que ela não precisasse se prostituir. Aquele fora um presente que lhe custou sacrifício, mas seu cuidado com a filha estava acima de tudo. Assim, ela quebrou a conta do pai, mas não precisou se vender e nem dilapidar as jóias da mãe. Hoje, ela olha para o passado, lembra tudo o que fez e enxerga, no carinho do pai, a mão protetora de Deus.
Eu pensava com meus botões o quanto aquele homem seria excepcional e quanto tinha para nos ensinar a todos sobre calma, paciência, amor, carinho. Um belo dia, viajei para dar umas palestras na terra de Kamila e tive finalmente oportunidade de conhecer seu pai, Odair. Encontrei-me também com seus irmãos e conheci sua mãe, separada do pai havia mais de dez anos. Fomos todos almoçar. Tudo transcorreu normalmente; seu Odair, de fato, pareceu-me um homem bom e simples, com um rosto marcado pelo sofrimento.
Voltei para minha casa na selva ainda sem entender tudo que presenciara, mas depois, aos poucos, me foi vindo a compreensão. Seu Odair teve um paciência grande; viveu um intenso sofrimento, mas não é nenhum super-homem. Quem é excepcional é Kamila. Ela sabe amar. Aos seus olhos, aquele pai se transforma na melhor pessoa do mundo. Seu amor e sua entrega exigem dele o melhor. Não é a insegurança que a torna dependente; antes, ela age na segurança que tem do amor prático e humano do pai. E, porque ela ama, este amor a torna completa sem que seja; capaz e incapaz ao mesmo tempo; vulnerável e invulnerável.
É assim também que Deus nos ama. O texto de João 13:1 diz que ele amou os seus que estavam no mundo – e amou-os até o fim. Eles os amou mesmo sendo medíocres, traidores, falíveis. E este amor dedicado os tornou um grupo de homens que mudou a história da humanidade. O amor de Jesus não só os aceitou e tolerou, mas atribuiu-lhes um destino extraordinário. Jesus os amou com fé não em quem eram, mas em quem o Senhor mesmo era capaz de transformá-los.
Bráulia Inês Ribeiro é missionária.
terça-feira, 27 de julho de 2010
Compromissos de um Homem de Deus
| O que é um homem de Deus? Como podemos conhecê-lo? Quais são suas marcas? O que rege a sua vida? O apóstolo Paulo escrevendo sua primeira carta a Timóteo, nos versículos 11 a 16, acentua quatro importantes compromissos de um homem de Deus. O homem de Deus é conhecido por aquilo de que ele foge, segue, combate e guarda. Vamos examinar esses pontos. 1. O homem de Deus é conhecido por aquilo de que ele foge (1Tm 6.11) – Paulo diz: “Tu, porém, ó homem de Deus , foge dessas coisas...”. De que coisas um homem de Deus deve fugir? Deve fugir da inveja, da difamação, das suspeitas malignas, das contendas e brigas sem fim e, sobretudo, da ganância, ou seja, do amor ao dinheiro, que é a raiz de todos os males (1Tm 6.3-10). Aqueles que se entregam à maldade e à avareza atormentam-se a si mesmos e caem no laço do diabo. Um homem de Deus não é apegado às coisas materiais. Ele não ama o dinheiro, mas o Senhor. Ele busca uma vida santa e sabe que a piedade, com contentamento, é grande fonte de lucro. Muitas pessoas são escravas de Mamom. Prostram-se diante desse ídolo, chamado dinheiro, e são ávidas pelo lucro, mesmo que para obtê-lo tenham que se envenenar de inveja, ódio e cobiça. 2. O homem de Deus é conhecido por aquilo que ele segue (1Tm 6.11) – O apóstolo Paulo continua: “... segue a justiça, a piedade, a fé, o amor, a constância, a mansidão”. Um homem de Deus foge do pecado e segue a virtude. Ele abomina o mal e anseia pelo bem. Ele foge da injustiça, mas busca o que é justo mais do que o ouro e a prata. Ele foge da vida promíscua e impura e segue a piedade. Seu prazer não está no dinheiro, mas em Deus. Ele foge da incredulidade e segue a fé. Ele se deleita na Palavra e crê de todo o seu coração nas promessas do Eterno. Ele foge das altercações sem fim, das brigas empapuçadas de mágoa e segue o amor. Ele foge do estilo de vida inconstante daqueles que correm atrás do vento e segue a constância. Ele foge do destempero emocional e segue a mansidão. 3. O homem de Deus é conhecido por aquilo que ele combate (1Tm 6.12) - O apóstolo ainda escreve: “Combate o bom combate da fé, toma posse da vida eterna...”. Havia aquele tempo, como ainda hoje, muitos falsos mestres espalhando suas heresias. Timóteo devia entender que a vida cristã é uma luta sem trégua e sem pausa contra o erro e na promoção da verdade. Ele deveria como soldado de Cristo, combater o combate certo, com a motivação certa. Há muitas pessoas que entram na luta errada, com as armas erradas e com a motivação errada. Timóteo não devia brigar por causa de dinheiro, mas combater em defesa da fé verdadeira. Timóteo deveria nessa batalha em favor da fé, tomar posse da vida eterna. Ele deveria estar convicto e seguro daquilo que Cristo tinha feito por ele e nele, e então, sair bravamente em defesa da verdade. 4. O homem de Deus é conhecido por aquilo que ele guarda (1Tm 6.14) – Finalmente, Paulo diz: “que guardes o mandamento imaculado, irrepreensível, até a manifestação de nosso Senhor Jesus Cristo”. Muitos obreiros haviam se desviado do caminho, como Demas. Outros haviam se intoxicado de soberba como Diótrefes. Ainda outros haviam sido seduzidos pelas heresias dos falsos mestres. Mas, um homem de Deus deve guardar o mandamento, a Palavra de Deus, vivendo de maneira irrepreensível até a volta do Senhor Jesus. Um homem de Deus não negocia a verdade nem transige com seus absolutos. Um homem de Deus não se rende à tentação do lucro em nome da fé nem abastece seu coração com as ilusões de doutrinas estranhas às Escrituras. Um homem de Deus ama a Palavra, guarda a Palavra, vive a Palavra e prega a Palavra. Que vejamos nesta geração o surgimento de muitos homens de Deus, gente disposta a fugir do pecado, a seguir a justiça, a combater o bom combate da fé e a guardar a Palavra, vivendo uma vida imaculada e irrepreensível. |
terça-feira, 29 de junho de 2010
domingo, 27 de junho de 2010
Matando a fome e a sede
Lendo o evangelho de João me deparei com uma passagem muito famosa e interessante que ficou conhecida como "Jesus o pão da vida". Intrigado o espírito Santo me levou a ler e reler essa passagem algumas vezes. Pedi intendimento e o que me veio deixo aqui para compartilhar com você.
Quero explorar com profundidade o versículo 35.
Vamos ao texto:
32 Disse-lhes, pois, Jesus: Na verdade, na verdade vos digo: Moisés não vos deu o pão do céu; mas meu Pai vos dá o verdadeiro pão do céu.
33 Porque o pão de Deus é aquele que desce do céu e dá vida ao mundo.
34 Disseram-lhe, pois: Senhor, dá-nos sempre desse pão.
35 E Jesus lhes disse: Eu sou o pão da vida; aquele que vem a mim não terá fome, e quem crê em mim nunca terá sede.
"AQUELE QUE VEM A MIM NÃO TERÁ FOME..."
Entendemos que o pão mata a fome. Usamos aqui em nosso estamos um termo chamado "brocado" para representar que estamos com fome e que temos um buraco no estomago. em outras palavras, queremos dizer que estamos famintos.
O pão preenche esse buraco, esse vazio espiritual. No entanto, Mateus 3,4 nos ensina que "nem só de pão vive o homem".
Aprendemos que "aquele que vem a mim..." significa, por exemplo, ir até Jesus. chegar próximo dele. Até mesmo avistar Jesus.
A multidão ia até o Salvador e este a alimentava. Matava sua fome. Multtiplicou mais de uma vez pães e peixes. No entanto o verbo vir, nos dá o sentido de um encontro superficial com Jesus.
"E QUEM CRÊ EM MIM NUNCA TERÁ SEDE."
O que mata a sede? Água.
E quando falta água? Imagine um lugar sem água. Seco...árido.
A água tem a propriedade de transformar o lugar seco em um lugar fértil. Crêr em Jesus é transformar-se. Em 2Co 5.17 apredemos que "as coisas antigas já passaram e eis que se fizeram novas." Uma pessoa verdadeiramente tocada pelo espírito santo de Deus é transformada e tornar-se nova criatura.
Muitos vão a Jesus, mas ficam apenas indo e não passam de um relacionamento superficial.
TRANSFORMAÇÃO!!!
Está na hora de irrigarmos esse relacionamento, está na hora de nos aprofundarmos.
Deus tem mais para nos dar. Precisamos crêr nisso!
Transformar nossa forma de ver Cristo, de entender Cristo e estar com Cristo.
Talves por essa falta de relacionamento profundo com Deus que muitas familias, relacionamentos, empregos e ministérios, não estejam em um patamar mais elevado.
No livro de Ezequiel 47.12 temos que 12 E junto ao rio, à sua margem, de um e de outro lado, nascerá toda a sorte de árvore que dá fruto para se comer; não cairá a sua folha, nem acabará o seu fruto; nos seus meses produzirá novos frutos, porque as suas águas saem do santuário; e o seu fruto servirá de comida e a sua folha de remédio.
E completando esse entendimento Apocalipse 22.1 diz 1 E mostrou-me o rio puro da água da vida, claro como cristal, que procedia do trono de Deus e do Cordeiro.
Nós que já chegamos a Cristo, temos muita sede. A palavra nos diz que há um rio de águas vivas que flui do trono de Deus e chega a nossas vidas para que matemos essa sede. Esse rio nos espera.
Que possamos beber neste rio, certos de que essa águas nos purificam e nos levam a querer beber mais e mais e mais.
Purificados, podemos estar certos de que Deus não encontrará impedimentos para se relacionar da forma como Ele deseja. E já aguarda por isso a bastante tempo.
Que Deus possa abençoar a sua vida imensamente.
Quero explorar com profundidade o versículo 35.
Vamos ao texto:
32 Disse-lhes, pois, Jesus: Na verdade, na verdade vos digo: Moisés não vos deu o pão do céu; mas meu Pai vos dá o verdadeiro pão do céu.
33 Porque o pão de Deus é aquele que desce do céu e dá vida ao mundo.
34 Disseram-lhe, pois: Senhor, dá-nos sempre desse pão.
35 E Jesus lhes disse: Eu sou o pão da vida; aquele que vem a mim não terá fome, e quem crê em mim nunca terá sede.
"AQUELE QUE VEM A MIM NÃO TERÁ FOME..."
Entendemos que o pão mata a fome. Usamos aqui em nosso estamos um termo chamado "brocado" para representar que estamos com fome e que temos um buraco no estomago. em outras palavras, queremos dizer que estamos famintos.
O pão preenche esse buraco, esse vazio espiritual. No entanto, Mateus 3,4 nos ensina que "nem só de pão vive o homem".
Aprendemos que "aquele que vem a mim..." significa, por exemplo, ir até Jesus. chegar próximo dele. Até mesmo avistar Jesus.
A multidão ia até o Salvador e este a alimentava. Matava sua fome. Multtiplicou mais de uma vez pães e peixes. No entanto o verbo vir, nos dá o sentido de um encontro superficial com Jesus.
"E QUEM CRÊ EM MIM NUNCA TERÁ SEDE."
O que mata a sede? Água.
E quando falta água? Imagine um lugar sem água. Seco...árido.
A água tem a propriedade de transformar o lugar seco em um lugar fértil. Crêr em Jesus é transformar-se. Em 2Co 5.17 apredemos que "as coisas antigas já passaram e eis que se fizeram novas." Uma pessoa verdadeiramente tocada pelo espírito santo de Deus é transformada e tornar-se nova criatura.
Muitos vão a Jesus, mas ficam apenas indo e não passam de um relacionamento superficial.
TRANSFORMAÇÃO!!!
Está na hora de irrigarmos esse relacionamento, está na hora de nos aprofundarmos.
Deus tem mais para nos dar. Precisamos crêr nisso!
Transformar nossa forma de ver Cristo, de entender Cristo e estar com Cristo.
Talves por essa falta de relacionamento profundo com Deus que muitas familias, relacionamentos, empregos e ministérios, não estejam em um patamar mais elevado.
No livro de Ezequiel 47.12 temos que 12 E junto ao rio, à sua margem, de um e de outro lado, nascerá toda a sorte de árvore que dá fruto para se comer; não cairá a sua folha, nem acabará o seu fruto; nos seus meses produzirá novos frutos, porque as suas águas saem do santuário; e o seu fruto servirá de comida e a sua folha de remédio.
E completando esse entendimento Apocalipse 22.1 diz 1 E mostrou-me o rio puro da água da vida, claro como cristal, que procedia do trono de Deus e do Cordeiro.
Nós que já chegamos a Cristo, temos muita sede. A palavra nos diz que há um rio de águas vivas que flui do trono de Deus e chega a nossas vidas para que matemos essa sede. Esse rio nos espera.
Que possamos beber neste rio, certos de que essa águas nos purificam e nos levam a querer beber mais e mais e mais.
Purificados, podemos estar certos de que Deus não encontrará impedimentos para se relacionar da forma como Ele deseja. E já aguarda por isso a bastante tempo.
Que Deus possa abençoar a sua vida imensamente.
Ouvindo a voz do Senhor
No evangelho de Lucas 10.38-42 temos: 38 E aconteceu que, indo eles de caminho, entrou Jesus numa aldeia; e certa mulher, por nome Marta, o recebeu em sua casa; 39 E tinha esta uma irmã chamada Maria, a qual, assentando-se também aos pés de Jesus, ouvia a sua palavra.
40 Marta, porém andava distraída em muitos serviços; e, aproximando-se, disse: Senhor, não se te dá de que minha irmã me deixe servir só? Dize-lhe que me ajude.
41 E respondendo Jesus, disse-lhe: Marta, Marta, estás ansiosa e afadigada com muitas coisas, mas uma só é necessária; E Maria escolheu a boa parte, a qual não lhe será tirada.
Duas mulheres, Marta e Maria.
Marta encontrava-se ocupada, com muitas coisas para resolver, tentando "agradar" a Jesus. Deixar o Salvador o mais confortável possível.
Maria procurou adotar uma outra postura. Resolveu ficar aos pés de Jesus, ouvindo a seus ensinamentos.
Esta ultima preferiu ouvir a voz do Senhor.Nossa vida é feita de escolhas. Uma escolheu arrumar a casa para talves impressionar Jesus, enquanto a outra escolheu parar tudo para ouvir.
Temos muita necessidade de falar. Quando falamos nós nos sentimos vivos. Ouvi o som de nossa voz, nos deixa animados. Soa como mel ouvir nossas própias palavras.
Muito embora, seja gratificante, devemos ter cuidado com o que vamos dizer. No evagelho de Tiago, capítulo 3, temos: 5 Assim também a língua é um pequeno membro, e gloria-se de grandes coisas. Vede quão grande bosque um pequeno fogo incendeia.
6 A língua também é um fogo; como mundo de iniqüidade, a língua está posta entre os nossos membros, e contamina todo o corpo, e inflama o curso da natureza, e é inflamada pelo inferno.
Falar é bom, mas será que a contra partida também é válida? Será que sabemos ouvir? Você já tentou ouvir alguém sem interromper? Já interrompeu alguém alguma vez com a célebre frase "já sei onde você quer chegar!" ou "já sei o que você dizer!".
Ouvir é difícil. Exige treinamento.
O jovem Samuel já ministrava, já falava do Senhor, mas ainda não havia ouvido a voz de Deus.
Ouvir significa prestar atenção. Obedecer.
Escutar é tornar-se atento para ouvir.
Na escola, quantas vezes o professor falava e nós queríamos dar no pé? Estar longe dali. Mas, porque? aula chata? Não, porque o modelo de aula que normalmente se usa nas escolas é "eu falo e você ouve, ok?"
Nós não somos treinados para ouvir. Precisamos nos dispor a ser como Maria. Largar tudo para simplesmente ouvir a voz de Deus. Deus tem muito a nos dizer mas estamos sempre preocupados e pedir (dizer), parece que se não temos nada a dizer, tem algo de errado.
Errado é "atropelar" ou impedir o agir do Espírito Santo.
O livro de Eclesiastes 3,7 diz: 7 Tempo de rasgar, e tempo de coser; tempo de estar calado, e tempo de falar;
Tempo de falar e tempo de estar calado... As vezes o silêncio diz mais do que mil palavras, não é assim?
Fiquemos calados um tempo e escutemos o que nosso Deus tem para nos dizer.
Que Deus te abençoe.
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